quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Apelo emocional da Marca.

Até onde eu entendo, qualquer empresa produz um produto e este é destinado para determinados clientes, certo? Essa relação é algo que deve ser construída com a ajuda de diversos fatores e ações. Até aqui, tudo ok.

O que eu quero descrever aqui são alguns acontecimentos, onde a empresa não viu o valor (ou ignorou) da sua marca e decidiu mudar drasticamente o seu logotipo.

Aqui e Curitiba existia uma rede de farmácias chamada Drogamed (declarou falência no dia 1º de maio). Mais de 100 lojas na região sul. Muito forte em Curitiba. No começo o logotipo era formado pelo Símbolo de uma Coruja (vide). http://design.pop.com.br/blog/19/11/2007/logo-logotipo-ou-logomarca/

Alguns anos depois, um grupo chileno chamado Ahumada, comprou a rede (com essa aquisição, o grupo Ahumada chegou perto de 1000 lojas em 4 países). E começou um plano de expansão e de adequação da nova marca.

Aí começaram os problemas. A coruja da marca Drogamed (apelidada de Corujito), tinha fans. Eu trabalhava no marketing da Drogamed nessa época, e várias pessoas ligavam reclamando, perguntando “porque é que matamos a coruja”. Tinha gente que não gostava, mas era uma minoria. O pessoal estava já familiarizado e não gostou de ter que se adaptar a isso.

O processo continuou com a gente adaptando a nova marca nas lojas já existentes e abrindo novas lojas no interior do Paraná e em Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Novo problema. A marca (que era uma marca famosa EM CURITIBA de rede de farmácias), não possuía no seu formato, a palavra farmácia.

A Diretoria da época não tinha esse medo de não ser reconhecida fora de Curitiba. Resultado: nas outras cidades o pessoal achava que era um supermercado novo. A palavra farmácia teve que ser incorporada, gerando mais re-trabalho e dinheiro perdido.

Outros exemplos de mudanças foram mostrados aqui.

Fuçando a internet, acabei por achar o site Brand New (http://www.underconsideration.com/brandnew/) e me deparei com isso:

A sorte que isso foi apenas um trabalho estudantil com a pretensão de ser uma brincadeira. Mas a da Fiat, não foi.

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